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As fraudes virtuais causaram, em 2005,
um prejuízo recorde de R$ 300
milhões a instituições
financeiras (bancos e administradoras
de cartões) no Brasil. A perda
de 2005 representa 12% dos R$ 2,5 bilhões
faturados pelo comércio eletrônico
brasileiro no período.
As
cifras envolvidas nos golpes pela internet
avançam ano a ano. Em 2004, por
exemplo, somaram cerca de R$ 250 milhões,
bem acima dos R$ 100 milhões
registrados no ano anterior.
As
estimativas são do IPDI (Instituto
de Peritos em Tecnologias Digitais e
Telecomunicações), organização
especializada na apuração
de crimes on-line. Para evitar problemas
com a imagem, os bancos evitam divulgar
o tamanho do rombo causado por estas
operações indevidas realizadas
via internet.
Segundo
o IPDI, as fraudes de 2005 poderiam
ser ainda maiores: teriam somado R$
1 bilhão, caso os piratas tivessem
sucesso em todas as suas tentativas
de desvio de recursos.
"Problemas
deste tipo não devem ser uma
desculpa para deixar de usar a internet.
Basta tomar alguns cuidados [com senhas,
e-mails e sites suspeitos], assim como
fazemos no dia-a-dia ao evitar assaltos,
por exemplo", afirma Otávio
Luiz Artur, diretor do IPDI.
De
olho
Neste
cenário de prejuízos que
aumentam a cada ano, instituições
financeiras e piratas travaram uma guerra
--nela, as organizações
criam tecnologias cada vez mais avançadas
de segurança, enquanto pessoas
mal-intencionadas fazem de tudo para
furar estes bloqueios.
"Usamos
a tecnologia para garantir a segurança,
mas a melhor defesa é a informação
e educação dos clientes.
Isso porque os fraudadores não
invadem os sistemas de bancos, muito
bem protegidos. Eles vão direto
ao elo mais fraco, que é o computador
dos internautas", afirma André
Damiano, executivo-sênior de Prevenção
a Fraudes Eletrônicas do HSBC.
A
principal estratégia para invadir
estas máquinas e roubar informações
financeiras chama-se phishing scam --ela
consiste na instalação
de programas espiões nos computadores
das vítimas. Para isso, os piratas
oferecem links via e-mail ou sugerem
visitas a sites maliciosos. O sucesso
da estratégia está ligado
ao poder de persuasão das mensagens:
quanto melhor a história, maiores
as chances de o usuário "obedecer"
o pirata.
A
popularização da tática
reflete-se no número de ataques
que utilizam softwares espiões:
em 2005, eles responderam por 62% das
infecções, segundo a empresa
britânica de segurança
Sophos.
TRADUÇÃO:
Ladrão que rouba ladrão,
merece 100 anos de perdão. |